Ainda no colégio, Rita formou o primeiro grupo musical de sua vida: as Teenage Singers: Jean Ellen no teclado, Beatrice no baixo, Suely na guitarra, Rita Lee na bateria. Cantavam bem, tocavam mal.
As colegiais participaram de alguns concursos escolares em São Paulo. Mas tinha um grande problema: Charles, o rígido. Para burlar as regras do pai de -estar-pronta-para-dormir-às-20h, Rita Lee fugia pela janela (Balú, madrinha dela, acobertava as escapadelas). Tudo lindo, tudo belo… Até não estar mais. Durante uma festa, a menina passou mal e, com o corpo doendo, caiu no chão. Tiveram que ligar para Charles ir buscá-la.
Da festa, a bordo do Jeep do pai, Rita Lee foi direto para o hospital retirar o apêndice inamado. No banco de trás, esperava a bronca do pai, que nunca veio. Depois da cirurgia, um presente: um violão novinho. Melhor que uma bateria, pensava ele. Ela tinha 17 anos (e ganhou uma bateria, também do pai, no nal daquele ano).
O quartetinho das Teenage Singers começava a chamar atenção da indústria. Foram convidadas a fazer os vocais de uma faixa de Prini Lorez, e, na sequência, os de “Estúpido Cupido” para Tony Campello.
Portanto, este é o primeiro registro de Rita em disco.